enrolação


Como de hábito, na falta de algo relevante para publicar, seguem algumas das curiosas frases-chave (algumas estranhíssimas!) por meio das quais certos visitantes chegam ao hebdomadário.

  • nem tudo precisa ser ditto

  • amo-a mas ela não quer se divorciar

  • pequenas mensagens excitantes

  • que barba me fica bem?

  • por que o cromossomo Y é tão estranho?

  • coisas interessantes para se fazer num restaurante

  • como dizer o que o outro quer ouvir?

  • quais as utilidades da pedra ume?

  • tomo leite com chocolate devo parar?

  • tendências maníaco depressivas

  • doenças esporádicas, inexistentes

  • acontecimentos que aconteceram em outubro

  • manual das técnicas de tortura

  • como conquistar uma garota de 10 anos?

  • perguntas tolas de mulheres sobre coisas

  • porque homens omitem certos assuntos?

  • quem criou o cartão de telefone?

Uma dica bastante útil para que não se perca tempo entrando em lugares indevidos: ao digitar a frase nos buscadores coloque-a ENTRE ASPAS. Assim, a frase inteira será procurada e não todas as palavras soltas, aleatoriamente.
O mais curioso, entretanto — ao menos para mim —, é que mesmo vendo que o meu blog não contém o que procuram (sim, porque os buscadores dão uma pequena mostra dos textos nos quais as palavras isoladas aparecem) as pessoas entram.
Enfim, espero que os visitantes que chegaram inadvertidamente ao meu blog tenham gostado de algo.

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Às vezes eu gostaria de não ser tão observador.
Às vezes eu gostaria de não ter uma memória tão seletiva.
Às vezes eu gostaria de ser mais paciente (comigo e com os outros).
Às vezes eu gostaria de não ser tão exigente (com os outros e comigo).
Às vezes eu gostaria de não pensar tanto.

[Aqui entrava todo um discurso explicativo/justificativo, que censurei, pois parecia mais destinado a mim mesmo do que a qualquer outro.]

Talvez, se esses desejos não me assaltassem apenas às vezes eles já não me incomodariam: se fossem um peso esmagador eu já teria dado um jeito de me livrar da carga, ou teria sucumbido a ela.

Sem idéia do que publicar aqui e bastante ocupado com uma nova vertente de “carreira internacional” — que revelarei oportunamente. Ocupado também com os “bicos sazonais” que faço em troca de um dinheirinho — e que não revelarei. Afinal, para gastar é preciso antes ganhar, e os orçamentos que dei no fim do mês passado não foram respondidos — o que significa que a resposta é “não”. Assim, nesta semana apenas um post-enrolação, só para não dizer que não publiquei nada: já que fui inventar essa história de publicar algo a cada sete dias…

Ocupado demais — tentando dar vazão à minha “carreira internacional” — para escrever algo relevante. E assim, obviamente, ocupo este espaço com o irrelevante.

Em todo caso, já que tive tempo suficiente de ao menos publicar este “aviso”, aproveito para dispor um fragmento de minha autoria que até hoje, depois de tanto tempo (e depois de tantos escritos!), ainda me faz pensar: 

“Escrever… para quê?, para quem? Por que escrever? Qual a finalidade desse contínuo enfileiramento de palavras?… tão imprecisas, tão excessivas… que dizem sempre tão pouco…”
Os Malabaristas – cap. 2

Não sou muito adepto destas listas, mas admito que funcionam muito bem como “tapa-buraco”, ainda mais numa semana morta como acredito que será esta, por causa do tal Carnaval. Enfim, vamos a ela:

5 coisas que gostaria fazer antes de morrer

  • Descobrir/encontrar um ofício que me satisfaça de verdade e com o qual eu me sustente (seria querer demais?)
  • Voltar a ter um lugar só pra mim, onde posso fechar a porta e esquecer que o resto do mundo existe (não há necessidade de ser um lugar próprio)
  • Voltar a Veneza (talvez no inverno para vê-la com um aspecto diferente da primavera)
  • Voltar à França (não precisa ser Paris, eu me contento com o Midi)
  • Patinar num lago congelado (nem que seja de bengala)

5 coisas que sei fazer muito bem

  • Desenhar
  • Fotografar
  • Escrever
  • Organizar, arrumar, decorar (o meu espaço, bem entendido)
  • Paisagismo (não foi à toa que me formei na UFRJ)

5 coisas que vivo dizendo

  • Como assim?
  • Mas quem foi que te disse isso?
  • E quem te disse que isso é verdade?
  • Você não esperou eu terminar de falar!…
  • Ai, meu Deus do céu! (apesar de ser ateu!)

5 coisas que não faço ou não gosto de fazer

  • Acordar tarde
  • Ser quem não sou para conseguir o que quero (não faço nunca!)
  • Marcar compromisso e não poder cumpri-lo
  • Ficar em débito com alguém, seja por dinheiro ou objetos materiais
  • Insistir em “causas perdidas” 

 5 coisas que me agradam imensamente

  • Ler (boa literatura, evidentemente)
  • Encontrar pessoas interessantes e com boa conversa
  • Ficar sozinho comigo mesmo
  • Música barroca, principalmente italiana (o resto para mim não existe)
  • Caminhar (sobretudo em dias nublados ou frios)

 5 coisas que me desagradam profundamente

  • Pessoas que querem me forçar a pensar e agir como elas (das quais sempre discordo inteiramente)
  • Ser enganado, roubado ou traído por gente que eu estimava
  • Pessoas exaltadas, escandalosas, mal-educadas, violentas, agressivas, vulgares, arrogantes, esnobes, burras, falsas, estúpidas, desonestas, compulsivas, mal-humoradas, com Síndrome de Franz… (na verdade, esta seria uma lista em separado, já que o número de itens é bem maior)
  • Natal, Ano Novo, Carnaval (estes 3 eu abomino!), datas festivas e festas em geral
  • Verão, sol, calor (nos trópicos)

Todos os textos que tentei escrever ficaram péssimos.
Minha paciência parece ter me abandonado.
O tempo está sempre num ritmo diferente do meu.
Entretanto, para não deixar esta semana “em branco”, recorro a um trecho de Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar, que poderá ser útil para muitos — se conseguirem colocar o dito em prática — sobretudo eu mesmo.

“Nosso grande erro é tentar encontrar em cada um, em particular, as virtudes que ele não tem, negligenciando o cultivo daquelas que ele possui.”