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Hoje faz um ano que comecei a escrever este blog. Por vezes me parece pouco tempo, por vezes, muito. Até hoje não descobri exatamente a finalidade desta escrita, mas talvez não seja necessariamente importante saber tudo o que fazemos, ou conferir um significado definido a alguns de nossos atos. O que sei é que, de algum modo, como já disse no primeiro post, manter um blog não deixa de ser uma forma de existir — ainda que essa existência não seja “genuinamente verdadeira” como gostariam alguns (eu, inclusive).
É verdade que muito freqüentemente experimento a sensação de que este blog é não apenas bastante inútil, como também um tanto patético, mas existem tantas inutilidades patéticas espalhadas pelo mundo!… uma a mais, uma a menos não fará a menor diferença.
Nestes 365 dias escrevi e publiquei 53 posts, recebi 523 comentários e tive 16.512 visitas. E o que isso significa? Muita coisa e nada ao mesmo tempo. Meros dados estatísticos, mas que também representam gente que leu meus textos, que se deu ao trabalho de elaborar um comentário, e que muitas vezes voltou para ler o que eu escrevi sobre os comentários deixados. Sinal de que alguma coisa aqui “funciona” a ponto de atrair leitores fiéis, ainda que muitos nada comentem. Acho tão estranho quanto fascinante essa idéia de “conquistar” a atenção do outro: para mim, de certa forma, não deixa de ser um tanto “assustador” (que outra palavra?) saber-me motivo de “interesse” de outrem, pois de algum modo estabelece-se uma espécie de compromisso que devo honrar, expectativas que não devo decepcionar. É claro que estou exagerando — nada precisa ser realmente tão “sério” quanto dou a entender —, mas tenho essa tendência quando me sinto alvo de atenções. Por outro lado, minha expectativa e interesse por outras pessoas (ou blogueiros) — e a maioria eu sequer conheço pessoalmente —, também acontece. Só que diferentemente do que costumo imaginar para mim (uma falsa impressão?), procuro ser totalmente condescendente com o outro: afinal, as pessoas precisam ter liberdade para fazer o que bem entendem com suas vidas — e seus blogs, por conseguinte.
De uns tempos pra cá não tenho me empenhado muito em “descobrir” novas pessoas e novos blogs, e sinto que o mesmo se dá em ordem inversa (alguma lei da blogosfera? — provavelmente). No fundo, isso não me incomoda: os poucos “comentaristas” que cativei não só me satisfazem, como despertam minha curiosidade — ainda que minhas visitas não sejam tão assíduas quanto eu gostaria. Acho interessante as pessoas que têm — como direi? — “compulsão” pela escrita, e publicam vários textos por semana. Tenho mesmo certa admiração por quem consegue se expressar com tal freqüência (desde que haja conteúdo, claro), mas não é o meu caso. Não querendo desmerecer os dotados de eloqüência, talvez eu possa dizer que já superei essa fase — e não vai nisso nenhuma pitada de pretensão de minha parte. Se uma das reais intenções do meu blog é fazer com que eu exista (ou me sinta existir), uma vez por semana é um intervalo de tempo bastante razoável para marcar minha presença neste espaço virtual repleto de palavras que podem não me traduzir fielmente, mas que me simbolizam de vários modos.