novembro 2007


entre cores e temas

Passei a semana anterior fazendo pesquisas sobre os novos temas propostos pela minha agente de Londres para a coleção Primavera-Verão 2008 (apesar de as cartelas de cores serem de 2009). Enfim, são tantos temas e derivações — que podem ser explorados de maneiras quase infinitas — e tantas cores — que também podem ser multiplamente combinadas — que não tive tempo de pensar em nada, ou melhor, de escrever nada, relevante para publicar aqui (aliás, o que é relevante?).
Eu já tinha começado a criar algumas padronagens que, por sorte, consegui encaixar num dos temas, mas foi dificílimo encontrar uma paleta de cores perfeitamente adequada à mini-coleção que eu já havia elaborado. É que nem sempre as cores da mesma cartela funcionam bem para padrões distintos que se pretende reunir num único grupo. E quem imagina que “pintar desenhos” é coisa simples e divertida não faz idéia da trabalheira que essa tarefa pode dar. Só para que se tenha uma idéia: levei o fim de semana inteiro (parte da sexta e da segunda-feira também — 3 dias, portanto) para definir as cores de quatro(!) padrões. Demorei, mas encontrei uma solução que me satisfez, muito.
Tenho até fevereiro do ano que vem para enviar minhas criações — o que, felizmente, me manterá bastante ocupado no tal final de ano, que eu abomino.
A título de curiosidade, segue o link para as cartelas de cores do verão 2009 (na Europa), e também alguns dos temas e seus desdobramentos:

Lenzing Colors | Trends Summer 2009

Nautical
70’s inspired | lots of nautical prints | stripes | dots | cute character prints over stripes

Camping
classic plaids | boyish checks | plaids with gradient

Sweet California
girly small flowers | hippie chic |two colour flowers | ditsies | vintage florals

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Hoje faz um ano que comecei a escrever este blog. Por vezes me parece pouco tempo, por vezes, muito. Até hoje não descobri exatamente a finalidade desta escrita, mas talvez não seja necessariamente importante saber tudo o que fazemos, ou conferir um significado definido a alguns de nossos atos. O que sei é que, de algum modo, como já disse no primeiro post, manter um blog não deixa de ser uma forma de existir — ainda que essa existência não seja “genuinamente verdadeira” como gostariam alguns (eu, inclusive).
É verdade que muito freqüentemente experimento a sensação de que este blog é não apenas bastante inútil, como também um tanto patético, mas existem tantas inutilidades patéticas espalhadas pelo mundo!… uma a mais, uma a menos não fará a menor diferença.
Nestes 365 dias escrevi e publiquei 53 posts, recebi 523 comentários e tive 16.512 visitas. E o que isso significa? Muita coisa e nada ao mesmo tempo. Meros dados estatísticos, mas que também representam gente que leu meus textos, que se deu ao trabalho de elaborar um comentário, e que muitas vezes voltou para ler o que eu escrevi sobre os comentários deixados. Sinal de que alguma coisa aqui “funciona” a ponto de atrair leitores fiéis, ainda que muitos nada comentem. Acho tão estranho quanto fascinante essa idéia de “conquistar” a atenção do outro: para mim, de certa forma, não deixa de ser um tanto “assustador” (que outra palavra?) saber-me motivo de “interesse” de outrem, pois de algum modo estabelece-se uma espécie de compromisso que devo honrar, expectativas que não devo decepcionar. É claro que estou exagerando — nada precisa ser realmente tão “sério” quanto dou a entender —, mas tenho essa tendência quando me sinto alvo de atenções. Por outro lado, minha expectativa e interesse por outras pessoas (ou blogueiros) — e a maioria eu sequer conheço pessoalmente —, também acontece. Só que diferentemente do que costumo imaginar para mim (uma falsa impressão?), procuro ser totalmente condescendente com o outro: afinal, as pessoas precisam ter liberdade para fazer o que bem entendem com suas vidas — e seus blogs, por conseguinte.
De uns tempos pra cá não tenho me empenhado muito em “descobrir” novas pessoas e novos blogs, e sinto que o mesmo se dá em ordem inversa (alguma lei da blogosfera? — provavelmente). No fundo, isso não me incomoda: os poucos “comentaristas” que cativei não só me satisfazem, como despertam minha curiosidade — ainda que minhas visitas não sejam tão assíduas quanto eu gostaria. Acho interessante as pessoas que têm — como direi? — “compulsão” pela escrita, e publicam vários textos por semana. Tenho mesmo certa admiração por quem consegue se expressar com tal freqüência (desde que haja conteúdo, claro), mas não é o meu caso. Não querendo desmerecer os dotados de eloqüência, talvez eu possa dizer que já superei essa fase — e não vai nisso nenhuma pitada de pretensão de minha parte. Se uma das reais intenções do meu blog é fazer com que eu exista (ou me sinta existir), uma vez por semana é um intervalo de tempo bastante razoável para marcar minha presença neste espaço virtual repleto de palavras que podem não me traduzir fielmente, mas que me simbolizam de vários modos.

Como de hábito, na falta de algo relevante para publicar, seguem algumas das curiosas frases-chave (algumas estranhíssimas!) por meio das quais certos visitantes chegam ao hebdomadário.

  • nem tudo precisa ser ditto

  • amo-a mas ela não quer se divorciar

  • pequenas mensagens excitantes

  • que barba me fica bem?

  • por que o cromossomo Y é tão estranho?

  • coisas interessantes para se fazer num restaurante

  • como dizer o que o outro quer ouvir?

  • quais as utilidades da pedra ume?

  • tomo leite com chocolate devo parar?

  • tendências maníaco depressivas

  • doenças esporádicas, inexistentes

  • acontecimentos que aconteceram em outubro

  • manual das técnicas de tortura

  • como conquistar uma garota de 10 anos?

  • perguntas tolas de mulheres sobre coisas

  • porque homens omitem certos assuntos?

  • quem criou o cartão de telefone?

Uma dica bastante útil para que não se perca tempo entrando em lugares indevidos: ao digitar a frase nos buscadores coloque-a ENTRE ASPAS. Assim, a frase inteira será procurada e não todas as palavras soltas, aleatoriamente.
O mais curioso, entretanto — ao menos para mim —, é que mesmo vendo que o meu blog não contém o que procuram (sim, porque os buscadores dão uma pequena mostra dos textos nos quais as palavras isoladas aparecem) as pessoas entram.
Enfim, espero que os visitantes que chegaram inadvertidamente ao meu blog tenham gostado de algo.