Às vezes eu gostaria de não ser tão observador.
Às vezes eu gostaria de não ter uma memória tão seletiva.
Às vezes eu gostaria de ser mais paciente (comigo e com os outros).
Às vezes eu gostaria de não ser tão exigente (com os outros e comigo).
Às vezes eu gostaria de não pensar tanto.

[Aqui entrava todo um discurso explicativo/justificativo, que censurei, pois parecia mais destinado a mim mesmo do que a qualquer outro.]

Talvez, se esses desejos não me assaltassem apenas às vezes eles já não me incomodariam: se fossem um peso esmagador eu já teria dado um jeito de me livrar da carga, ou teria sucumbido a ela.

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