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Este blog possui um sistema de estatísticas que indica como alguns visitantes chegam até aqui (por meio de palavras ou frases-chave), e também quais foram os posts mais lidos. Preciso admitir que esses dados geralmente me deixam curioso e, às vezes, bastante intrigado. Todo blogueiro deve saber que, como os textos cedo ou tarde acabam indo parar nos mecanismos de busca, é muito fácil receber visitantes inadvertidos — que procuravam qualquer coisa, menos o assunto do post em questão. Deixando os desavisados de lado, observo que, de certo modo, os blogs também podem ser considerados como uma espécie de “serviço de utilidade pública” — dependendo do teor dos textos, obviamente.
Assim, levando em conta os sete meses de existência do hebdomadário, os 26 posts publicados e as mais de 4.300 visualizações cheguei às seguintes conclusões:


  • A correspondência — ou melhor, a troca de cartas escritas em papel — parece despertar ainda hoje algum interesse (mera curiosidade “histórica”?) — 64 visitantes

  • As diferenças entre o real e o imaginário (ou entre autores e personagens) seduzem um número razoável de pessoas — 66 visitantes

  • Os garotos de programa e/ou prostituição masculina atraem gente mais em busca de imagens do que de palavras, logicamente. Ainda assim, se o texto (imenso) foi inteiramente lido, creio que tal fato se deva a certa curiosidade: revelariam minhas palavras alguma obscenidade? (os que vieram atrás disso devem ter ficado bastante frustrados…) — 70 visitantes

  • Os castelos do Vale do Loire, sobretudo Chambord, parecem fazer parte do roteiro de viagem de muitos turistas (brasileiros, suponho). Desde que o post foi publicado ele tem recebido visitas quase diárias — 72 visitantes

  • A questão da infância & leitura parece interessar a um número bastante significativo de leitores(?). Levando-se em conta que este post foi publicado na semana passada, não deixa de ser um percentual expressivo. Muitos visitantes chegaram até ele procurando por resumos dos livros de José de Alencar (sinal de que o autor — por incrível que pareça! — ainda hoje deve ser o “terror” de muitos alunos). Aliás, a busca pelos tais resumos me deixou surpreso: nunca pensei que o horror às leituras obrigatórias chegasse a tanto! Pelo visto, a leitura nas escolas e universidades(?) nunca esteve tão desprestigiada. Uma pena!… — 79 visitantes

  • As pessoas parecem ter interesse (ou curiosidade) sobre descobertas recentes (mesmo que elas sejam pequenas e extremamente pessoais) — 83 visitantes

  • Londres deve mesmo ser uma cidade muito interessante. Eu ainda não a conheço, mas meus desenhos sim. Quem sabe um dia?… A maioria dos leitores deste post veio por causa da cidade em si e não por conta de minhas padronagens — 101 visitantes

  • A grafologia, para minha surpresa, é a segunda colocada no ranking dos posts mais lidos no meu blog. Eu não falei exatamente sobre o tema, mas apenas da minha relação pessoal com um tipo de teste barato e seu curioso resultado128 visitantes

  • Em primeiro lugar (e não menos surpreendente para mim) está o post mencionando um tipo de futilidade masculina: o ato de fazer a barba e suas possíveis variantes. Confesso que nunca pensei que fosse ter um texto, digamos, tão “popular”. O número de leitores (creio que a maioria do sexo masculino) ainda me impressiona: não há um só dia em que o post não seja lido (geralmente mais de uma vez por dia!). Sinal de que fazer a barba, e suas conseqüências, ainda aflige muitos homens. No texto, não prometo solução de problemas, apenas conto (de forma humorada, creio) as peripécias que já fiz em busca de um sistema que me ajudasse a ficar livre dos tais pêlos. Curiosamente, tendo em vista as palavras e frases-chave usadas, verifico que um número considerável de rapazes(?) deseja saber qual o método mais eficaz de acabar com esse “transtorno”. As dúvidas sobre o funcionamento do barbeador elétrico, bem como sobre a utilidade da pedra ume, são constantes. Observei também que um número significativo de leitores provém de Portugal (o que me faz crer que este deve ser um “problema” relevante para os jovens d’além mar) — 473 visitantes

Ainda que estas estatísticas não sejam muito confiáveis, acho interessante saber que, de algum modo, minhas impressões pessoais sobre assuntos variados podem estar tendo alguma utilidade para certas pessoas. Na verdade, esta nunca foi minha intenção. Não escrevo posts visando necessariamente determinado público, mas não posso evitar que isso aconteça. Antes de tudo, escrevo para me expressar, para (talvez) tentar entender um tema visto de outro ângulo, para dizer o que penso e (talvez) descobrir o que pensam os outros sobre um assunto. Escrevo porque isso me parece uma forma de existir, porque (no fundo) sou vaidoso, porque acho que tenho algum jeito com a coisa. Escrevo porque gosto.
Se meus escritos servirem a outrem de alguma forma (seja ela qual for), ficarei duplamente satisfeito, já que para mim eles sempre servem para algo — ainda que, às vezes, eu só o descubra bem mais tarde.

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