março 2007


Alguma coisa aconteceu. Coisa que ela não quer me contar. E que não vou insistir em saber. De repente, um ânimo, uma euforia. Indisfarçáveis. Propositais? Não, Irene nunca foi disso, nem mesmo agora. Se bem que venho notando uma certa mudança, como se ela estivesse num lento processo de evolução. Mas não acredito que tenha levado minha idéia da terapia a sério. “O que foi que aconteceu que te deixou assim tão alegre?”, perguntei por perguntar, vendo sua cara feliz. “Nada”, respondeu, sorrindo, como se quisesse me mostrar que guardava um segredo. Se não a conhecesse direito diria que sua animação é por causa de um homem. Mas não pode ser, Irene já desistiu dessas coisas. Eu não veria nada de mais se ela se interessasse por alguém, até gostaria, mas quem? E quem se interessaria por Irene? Poderia estar casada com o Luciano, que gostava muito dela, tanto que queria terminar o noivado com a outra pra ficarem juntos. Mas acho que Irene não gostava dele, ou viu que o preço seria alto demais. E depois, mãe foi tão contrária, encheu tanto a cabeça da pobre com histórias infelizes… Mas lembro que naquele tempo ela parecia ter remoçado um pouco; comprou vestidos, mudou o corte de cabelo… por que fez isso se não tinha interesse real em Luciano? Outro homem? Qual? Já faz tempo, devo estar confundindo as coisas… Coitada da minha irmã. 

Sempre tentei ajudar Irene a não ser submissa, mas ela era muito acomodada, e não fazia por onde. Desde criança sempre foi tão conformada!… o oposto de mim. Por isso mãe gostava mais dela, e a sobrecarregava com controles e adestramentos dos quais eu fugia. Dava pena, mas o que eu podia fazer? A iniciativa tinha que partir de Irene.

Agora já não temos mãe repressora, mas parece que é muito tarde para mudar, ou não? Não, deve ser só impressão. Talvez ainda um pouco da sensação de liberdade, com a qual ela parecia não saber muito bem o que fazer. Pelo menos foi bastante eficiente com seu dinheiro. Achei que eu ia conseguir resolver a vida com minha parte na herança, mas tudo deu errado. Se não fosse por Irene… Eu tinha que arriscar, era uma excelente oportunidade, tudo parecia tão promissor… Eu devia ter sido mais precavida, guardado algum… Agora, tudo de novo, recomeçar quase do zero. É a vida. Sorte Irene ter comprado um bom apartamento, e ter aceitado me abrigar aqui. Cheguei a pensar que ela talvez me negasse ajuda, que estivesse magoada comigo por causa das nossas desavenças… Até hoje não sei se ter me dado guarida não foi para ela uma espécie de vingança, como se fosse superior a mim e me desse uma lição no fim das contas. Eu, sempre tão segura e independente, tendo que pedir para morar com ela… Não deixou de ser um pouco humilhante.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Você continuaria a ler um livro que tivesse como início o texto acima? Se quiser responder, use da maior sinceridade possível. Em caso negativo, por favor, especifique o motivo.

correspondência

Não faz tanto tempo assim — ao menos não para mim —, eu cultivava um hábito que, mencionado hoje, parece remontar a eras longínquas: escrever (e receber) cartas.
Apesar desta “prática” ter começado quando eu ainda era adolescente, o tempo a que me refiro na primeira frase deste post data do início dos anos 90 — 1992 para ser mais preciso.
Eu havia terminado meu curso na Alliance Française, e uma amiga que morava em Madri, ciente disso, perguntou se eu não gostaria de me corresponder com uma francesa, a fim de praticar a língua escrita — ela conhecera a moça num curso de espanhol. Achei a idéia duplamente interessante: não só por poder continuar praticando o francês escrito, bem como por ter, talvez, a oportunidade de conhecer alguém de um lugar e cultura diferentes da minha — algo que sempre me atraiu.

Assim, comecei a me corresponder com Guylaine, uma francesa de Tours, interessada em idiomas, que vivia viajando pela Europa — encontrava-se temporariamente na Espanha, aprendendo espanhol. Na casa dos 20 anos, pretendia trabalhar em turismo.
Guylaine, talvez por causa de suas constantes viagens, não era muito assídua na troca de cartas, e algumas vezes fiquei em dúvida se ela realmente havia recebido minha resposta à sua carta precedente — na época, os correios brasileiros ainda tinham má fama. Não demorou muito para que Guylaine me enviasse o endereço de uma amiga, dizendo que ela adorava se corresponder com estrangeiros. Não sei ao certo se tal idéia foi uma forma sutil de “me despachar” ou de encontrar alguém mais interessado em manter uma correspondência freqüente (entenda-se por “freqüente” uma carta por mês, ou duas, quando muito). O que sei é que logo eu já estava trocando cartas com Nathalie, de fato, bem mais entusiasmada que a amiga em termos de escrita.

Nathalie, amiga de infância de Guylaine, havia nascido em Pocé sur Cisse, um adorável vilarejo próximo da não menos adorável Amboise. Com 22 anos, estudava História na Universidade de Tours. Nathalie se mostrou muito mais interessante (e interessada!) que a amiga, e nossa correspondência foi crescendo na medida em que rareavam as respostas de Guylaine às minhas cartas. Depois, antes de as duas amigas romperem, soube que minha primeira correspondente havia tido problemas de saúde, e não insisti em mandar cartas que nunca eram respondidas.

Eu gostava cada vez mais da minha “correspondência internacional”. Era muito estimulante e diferente conhecer novidades narradas por alguém de outro país, com outra vida e cultura!… E eu ainda tinha a chance de praticar outra língua!
Achando que deveria ampliar aquele “prazer”, comecei a procurar novos correspondentes, desta vez do sexo masculino. Não me recordo exatamente onde encontrei os endereços aos quais enviei algumas cartas — creio que em uma publicação da Alliance. Obtive apenas uma resposta. Stéphane, um professor belga de 46 anos, nascido em Anvers, mas que vivia em Strasbourg. Culto, inteligente, poliglota, relativamente humorado e parecendo tão interessado em correspondência quanto eu, Stéphane se mostrou desde o início um excelente substituto para preencher a lacuna deixada por Guylaine.

Minha troca de cartas com Nathalie durou 3 anos — até nos conhecermos pessoalmente, quando visitei a França em 95 (mas isso é assunto, talvez, para outro post). Por mim, nossa correspondência teria durado muito tempo ainda, mas ela preferiu encerrar o assunto e eu respeitei sua decisão.
Ainda em 1995 tive oportunidade de encontrar com Stéphane em Strasbourg (talvez também assunto para outro post), mas nossa correspondência não terminou por causa disso. Ela se prolongou até 98, quando ele deixou de responder minhas cartas.

Evidente que nada dura para sempre, e que o mundo se transforma constantemente. Olhando para as dezenas de cartas, que conservo até hoje, do belga e das francesas é como se eu voltasse no tempo. Um tempo com um ritmo bem diferente do atual, um tempo em que tudo parecia menos excessivo, vertiginoso, exaustivo. Releio as cartas e é como se estas pessoas surgissem na minha frente, com suas qualidades e defeitos, esquisitices e manias, alegrias e tristezas… Cartas são uma espécie de documento: não só podem simbolizar ou representar pessoas e seus pensamentos, bem como a época em que viveram. São testemunhos pessoais, registros de próprio punho de uma existência singular, única, exclusiva. É conhecido o poder das cartas: nelas a vida se petrifica, mais presente que em nenhum de seus instantes. E isso, para mim, tem um valor inestimável.

É fato que a modernidade tem suas vantagens. É fato também que não há como voltarmos atrás, remando contra a maré alucinada do presente (ou futuro). Os e-mails, além de rápidos, são bastante práticos. Mas são também um tanto descartáveis, anódinos, profusos — são mais “recados” que outra coisa. Salvo raríssimas exceções, ainda que impressos os e-mails não têm o mesmo caráter que uma carta escrita a mão — não sei explicar direito esta impressão, mas tudo me soa um tanto impessoal, mecânico. Não, não estou lamentando o fato de não escrever (ou receber) mais cartas, mas não deixa de ser lamentável que esta importante atividade ou hábito (ou ainda prazer) tenha se transformado em algo tão imaterial, efêmero, banal… algo de que, com o tempo, não restará o menor vestígio. Como será o futuro no qual não existirá registro de uma significativa parcela do passado? Terão, até lá, inventado um modo de resgatar essa parte fugaz do nosso presente hoje? Espero que sim.

Eu pretendia mencionar a “repercussão” do livro como um todo, porém, diante dos comentários que andei recebendo, achei interessante focalizar um ponto específico: Liz — ou, para ser mais preciso, as intensas reações que ela provoca nas mulheres.

Estranhamente, quando publiquei fragmentos de Os Malabaristas no meu antigo blog, fiquei com a nítida impressão de que as mulheres — sim, meu “público” (que comenta) é essencialmente feminino — haviam se identificado com Liz, a protagonista do romance. Tanto que, na época, me surpreendi ao constatar que o personagem criado por mim não soava tão fictício quanto supus que seria — ainda que a intenção fosse torná-lo o mais verossímil possível.
Entretanto, as pessoas (ou melhor, as mulheres) que tiveram a oportunidade de ler o texto integral, salvo uma rara exceção, reagiram de forma bastante distinta das outras que comentaram os fragmentos no blog.
A fim de facilitar a possibilidade dos comentários, de oferecer outra opção de contato com o autor (além do e-mail) e de proporcionar uma espécie de debate, acabei criando uma comunidade naquele conhecido site de relacionamentos. Para me certificar da aversão que minha heroína (ou anti-hehoína?) havia causado nas mulheres que me enviaram mensagens, resolvi abrir um tópico perguntando com que personagem os leitores mais se identificavam ou sentiam empatia: Liz ou Leon? Seguem alguns dos comentários, recebidos por e-mail ou publicados na tal comunidade (editados por questão de espaço, e também para não “entregar” demais a história):

Marilia | leu o livro inteiro na versão on-line (comentou por e-mail)
Quem me confunde mais é a Liz, muito desmiolada. No entanto, esse tipo de pessoa à beira de um ataque de desespero, dando murro em ponta de faca, lutadora, forte e resistente, mas totalmente desnorteada também acontece o tempo todo.
[…] Ela se apoiaria tanto assim em um rapazinho 14 anos mais jovem, quase podia ser filho dela, um rapaz que nunca lhe ofereceu garantias de nada, um garoto, a quem ela desejava e queria confusamente?… Nem o sexo entre eles era bom. Ela fica passiva, esquisita com ele. E mesmo assim vai atrás, e não atrás do que ela diz que quer, independência, trabalho bom, vai cegamente atrás dele. Com 34 anos! […] É muito desvairada e romântica para alguém com 34. Estou descobrindo que não sou eu que não gosto de Liz. Eu gosto! Eu a estou defendendo. Desconfio que quem não gosta dela é o autor. […] Tenho que admitir sobre a Liz: ela é coerente do começo ao fim. É forte, corajosa e não pensa duas vezes, nem uma — e é de uma imaturidade impressionante, mas muita gente vai assim mesmo pela vida afora. Ela não aprendeu nada durante o romance.

Maria | ainda está lendo o livro na versão on-line (comentou por e-mail)
Do 1º ao 7º li quase de um só fôlego. No capítulo sétimo empaquei. Talvez eu tenha empacado de raiva da Liz. Implorando migalhas, se humilhando, sem um pingo de auto-estima. É um personagem deplorável e muito bem descrito psicologicamente. Todos nós temos um lado Liz, inseguro, carente. Que futuro aguarda Liz?

Sonia | leu todas as versões do livro mesmo antes de ele ser publicado (comentou por e-mail e na comunidade)
Liz a mulher forte e decidida. Só aparências. Liz recusa-se a perceber quando não é desejada, se submete servilmente a um homem que simplesmente a usa.
[…] “Se você desistir, por favor, me avisa.” Só mesmo uma tonta como a Liz para não entender essa. […] Pensando melhor, creio que minha estranheza não veio das atitudes de Franz, e sim da falta de “desconfiômetro” de Liz, a quem ele já tinha dado sinais inequívocos de que não era uma pessoa confiável. […] Interessante como você faz Liz, que não era ligada a drogas, entrar de cabeça nesse mundo, como se fosse para ela a coisa mais normal do mundo. Acontece e pronto. […] Pra mim a Liz é a única culpada por tudo de mau que lhe acontece. Ela pode falar e posar de mulher moderna, mas não passa de um fantoche nas mãos dos homens.

Ana | leu todos os fragmentos e está lendo a versão em PDF (comentou por e-mail e na comunidade)
O que considerei mais rico no seu texto foi a condução inteligente dos diálogos interiores, dos monólogos com Liz, em que tinha a impressão de “ouvir” os pensamentos das personagens de tão pungentes. Ainda não concluí a leitura do livro, mas pelos fragmentos do seu blog, tive mais identidade com Leon. Liz me pareceu mais instável do que intensa. Ela parece recorrente em confundir sentimentos (amizade/amor/compaixão) e ter fascínio por relações “complicadas”.[…] Quando terminar a leitura do livro ratifico ou comento minha nova visão.

A única “voz dissonante” e que, de certo modo, coincide com a minha visão, vem a seguir:

Fernanda | leu o livro inteiro na versão on-line (comentou na comunidade)
Eu não diria que houve uma identificação de minha parte, mas, apesar de tudo, simpatizei mais com Liz. Ela é moderna, destemida, determinada, sabe o que quer e (sem ser mau-caráter) não mede esforços para consegui-lo. É uma batalhadora que acredita poder realizar seus desejos (e ainda ajudar Leon a realizar os dele). Mesmo que, como disse a Ana, Liz pareça confundir alguns sentimentos e ter gosto por relações complexas (aliás, qual relação não o é?), ela não mente e não engana ninguém em momento algum, procurando sempre ser justa e honesta com todos. Para mim, diferente do que pensa a Sonia, Liz não me pareceu “só aparência”, ao contrário, sempre autêntica, ela se mostra ciente o tempo todo do papel que cumpre na relação que tenta desenvolver com Hendrik (por isso tantas dúvidas sobre ele e sobre si mesma). No meu ponto de vista, Liz não se submeteu servilmente ao namorado — e se o Hendrik a usou ela fez o mesmo com ele —, mas pode até ter se submetido a uma situação que lhe pareceu momentaneamente oportuna a fim de conseguir o que buscava. Talvez, o “problema” mais grave de Liz é ser vítima de si mesma.

. . . . . . . . . . . . .

Certa vez, uma conhecida que teve um conto criticado por mim (a pedido dela), respondeu-me relativamente indignada — por não ter concordado com meus comentários —, que sempre defendia seus personagens com unhas e dentes!
Eu não faço isso, não só porque não acho justo (os personagens que defendam a si mesmos!), bem como porque sei que é perda de tempo. Cada leitor sempre lerá o livro que ELE quiser, independentemente do que o autor, talvez, tenha idealizado. E a graça da coisa, no meu entender, reside justamente aí. Liz não é odiada e rejeitada gratuitamente pela maioria das mulheres: é bem provável que ela tenha mexido com algo no inconsciente dessas leitoras — suas próprias fraquezas? Não sei, e não cabe a mim tal julgamento. O que sei é que os comentários sobre Liz parecem se referir a alguém de carne e osso, alguém que existe e que “incomoda” o bastante para despertar opiniões veementes… tudo o que eu mais queria!

Château de Chambord

Maio de 1995. Primavera na França. Mas, naquela manhã, fazia um frio invernal demais para a estação que eu julgava amena. Chuviscava em Blois — cidade que escolhi como base para a segunda etapa do meu desejo quase incontrolável de conhecer castelos medievais. Já havia visitado Ussé, Azay-le-Rideau, Villandry, Amboise e Blois. Agora seria a vez de CHAMBORD. E nem a chuva fina e o frio intenso me fariam desistir de mais essa “descoberta”.

Não foi fácil encontrar o ônibus que levava àquela localidade afastada, distante cerca de 15 quilômetros de Blois. Constatei que nem sempre falar francês resolve tudo: é preciso saber onde e a quem perguntar.

O ônibus era uma espécie de oásis às avessas, com seu sistema de aquecimento bastante conveniente para o frio inclemente que fazia no exterior. As poltronas eram tão confortáveis que devo ter cochilado por alguns minutos. Mas, de repente, o veículo silencioso no qual eu viajava em companhia de meia dúzia de passageiros, foi “invadido” por uma turma de crianças uniformizadas — todas numa algazarra significativa.
A chuva apertava e, ao longe, eu já podia identificar a silhueta de CHAMBORD contra o fundo cinza-chumbo. Um dos maiores castelos do mundo, o maior do Vale do Loire.

Achei que o ônibus fizesse ponto final junto ao castelo, mas foi com grande surpresa que o vi fazer a curva e retornar para Blois, depois de passar na porta da gigantesca construção. Corri até o motorista e avisei-o de que ficaria no castelo. Ele me olhou com certa indiferença, mas pediu que eu aguardasse: iria me deixar num outro ponto de onde eu poderia chegar a CHAMBORD.

Desci no meio do mato, debaixo da chuva. Havia uma alameda que conduzia ao castelo, que, daquele ponto, parecia estar a quilômetros. Comecei a seguir para lá a passos rápidos, na vã tentativa de não ter de correr para não me molhar muito. Talvez tivesse dado certo se a chuva não se transformasse numa tempestade. Corri sob o aguaceiro por um caminho que mais se assemelhava a um pântano. Cheguei encharcado junto ao castelo. Entrei pela primeira porta aberta que encontrei.

Foi estranho. O ambiente espaçoso e vazio, onde duas grandes lareiras haviam sido acesas, parecia ter me feito voltar no tempo. Por um instante flutuei numa nuvem de “antiguidade”. Aproximei-me do fogo, tirei meu casaco e tentei me aquecer um pouco. Talvez, em tempos remotos, algum outro homem tivesse repetido um gesto parecido com o meu… ou melhor: EU é que me senti repetindo uma ação que me soava natural, muito embora nunca a houvesse praticado. Mãos voltadas para o fogo, alternando com as costas para o mesmo calor, tentava me secar por inteiro. E o consegui, de certo modo. A enorme porta de madeira que dava para o lado de fora deixava ver uma estrutura semelhante a um cadafalso. A chuva pesada desabava. A estranheza ainda me dominava: queria sair do lugar, ir para outra parte do castelo, mas algo me retinha. O calor do fogo apenas? Não sei. E não tive tempo de descobrir: som de vozes, outros visitantes chagavam ao salão quebrando a quase aura de mistério por mim experimentada. 

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Texto publicado originalmente no POR UM TRIZ, meu blog anterior, em janeiro de 2005.
Nada como poder recorrer a antigos posts que nos “socorram” quando a inspiração nos falta, a paciência nos abandona e o tempo se esvai numa velocidade assustadora.