cartas na mesa

Pode ser até que eu esteja enganado, ou melhor, iludido, mas creio que o ano de 2007, pelo menos em determinado aspecto, será bastante promissor para mim. Ainda que eu esteja me antecipando (ou sendo muito otimista) em pensar de tal modo, o resto do ano que se extinguiu me forneceu alguns indícios de que devo acreditar no que estou intuindo — até porque eu quero isso.

O curioso é que tudo se desenrola num campo que eu já considerava estéril — não canso de me equivocar sobre certas coisas, felizmente! É verdade que o início desses “acontecimentos” não foi provocado por mim, mas, uma vez desperto achei interessante permanecer de olhos abertos. Bem abertos. Mesmo que  esta partida tenha sido adiada, ou jamais ocorra (como tudo indica), já que eu estava na mesa de jogo, por que não esperar — ou provocar! — uma nova rodada? O que eu teria a perder?

Espantosa a quantidade de cartas do baralho que acabou caindo na minha frente! Tantas que fiquei sem saber exatamente quais reunir na minha mão. Selecionei as que me pareceram mais valiosas, mas isso dependerá das minhas jogadas, evidentemente. Não sei ainda se ganharei a partida, mas já me dou por satisfeito em poder estar jogando: não é isso o que dizem sobre as competições? Confesso que estou surpreso por ainda me surpreender comigo mesmo: uma espécie de “novidade” que faz com que eu goste de ser exatamente quem sou, sem tirar nem pôr.

Não tenho como saber se as promessas que 2007 indicam em parte do meu horizonte vão se cumprir, mas pela primeira vez na vida tenho uma sensação extremamente positiva numa época em que tudo quase sempre me soa desagradável. Penso que esta pode ser uma ótima forma de iniciar o ano. Eu não poderia desejar mesmo nada mais estimulante.

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