novembro 2006


Tenho uma teoria: quase sempre a gente sabe — ainda que não queira admitir — quando está prestes a se meter em confusão. E o que esta “advertência” deveria significar? Para os sensatos, meia-volta volver, vade retro, ou algo similar. Para os outros… bem, pago pra ver.  

Acredito ser, hoje, uma pessoa tranqüila, equilibrada, tendendo mais para o racional que para o emocional. Não vejo esta “postura” como algo exemplar, mas foi a que, naturalmente, acabei adotando ao longo da minha existência — e isso não me faz melhor ou pior do que ninguém. Assim sendo, segundo minha teoria, eu deveria me comportar como alguém sensato. Só que estou farto da sensatez, de me portar previsivelmente, de racionalizar tudo o que me cerca!… Se já estou velho demais para me “rebelar”? Ao contrário: acho que, depois de tanto tempo, chegou a hora de ousar, de experimentar, de arriscar… afinal, temos uma única vida! — o que vale tanto para preservá-la como para aproveitá-la. 

Eu estava quieto no meu canto, como sempre, e acreditava que o “demônio” já houvesse desistido de mim. Total engano. A tentação começa a fechar seu cerco, e é impressionante como ela pode ser eficaz, ainda que não se “revele” inteiramente. Na verdade, não provoquei coisa alguma — pelo menos não que eu me lembre —, mas estou sendo instigantemente provocado. O que não deixa de ser uma espécie de teste para mim mesmo: resistindo ou cedendo. E eu não vou resistir. Certas oportunidades não podemos deixar passar, ainda que nos arrependamos mais tarde.  O inconveniente das teorias é que elas podem estar erradas. E a única forma de comprová-las é colocando-as em prática: experiências concretas não dão margem a equívocos, só a certezas. Seria esta mais uma teoria? 

A vida é mesmo um jogo curioso… Quando a gente pensa que todas as cartas já estão na mesa, eis que cai uma outra de alguma manga insuspeita…  Trapaça ou não, o jogo ainda pode ser virado. Vou pagar pra ver. 

Não sei exatamente quanto tempo vai durar desta vez, e tampouco a finalidade específica deste espaço agora (ou talvez eu já saiba e não queira admitir a mim mesmo, como na outra ocasião). O fato é que esta hipótese — o blog — faz com que eu me sinta como alguém que existe realmente. Paradoxo que ainda me causa estranheza. Enfim, aqui estou eu novamente.

O curioso nome deste blog? Pois é. Pensei em vários outros de que gostei muito, mas TODOS já tinham sido pensados (e usados) por alguém — o que fez com que eu me achasse sem imaginação alguma. Hebdomadário, esta palavra “arcaica”, me agrada por ser praticamente desconhecida da grande maioria, e também porque pretendo postar algo apenas uma vez por semana — será que eu consigo isso tudo? O tempo dirá.